<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4932311609355936302</id><updated>2012-02-11T22:21:15.779-08:00</updated><category term='manipilação'/><category term='Comunicação'/><category term='passado'/><category term='Conto'/><category term='Cezar'/><category term='sal'/><category term='Contos'/><category term='bons conselhos'/><category term='felicidade'/><category term='Catóta'/><category term='Poesia'/><category term='canalha'/><category term='poder'/><category term='Nose'/><category term='água'/><category term='sangue'/><title type='text'>O Cachorro-Voador</title><subtitle type='html'>Tudo que rola na carrocinha!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ricardo Romeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18163688137691357116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4932311609355936302.post-8254634715915039256</id><published>2007-11-16T03:28:00.000-08:00</published><updated>2007-12-13T03:42:48.052-08:00</updated><title type='text'>Ultimo poema postado esse ano...</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Esse poema eu considero um dos mais bonitos que eu já fiz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Não que eu escreva coisas lindas, mas acho que desta vez eu acertei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A ultima estrofe não quer dizer que sou suicida, mas fala sim de mudança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Pois conforme uma amiga minha escreveu no meu Orkut:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;"...Não existe planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte do óvulo e do esperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta, isso é óbvio! A morte nada mais é do que o ponto de partida para o início de algo novo.É a fronteira entre o passado e o futuro..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#99ffff;"&gt;Requiem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;E antes de descobrir tudo&lt;br /&gt;Tudo é mais belo do que realmente é&lt;br /&gt;E antes de conhecer a dor&lt;br /&gt;O amor é sonho a se buscar&lt;br /&gt;E antes de crescermos&lt;br /&gt;Tudo que queremos é crescer&lt;br /&gt;Antes de chorarmos de verdade&lt;br /&gt;Sorrimos sem saber que isso passa&lt;br /&gt;Os sorrisos são reais&lt;br /&gt;As brincadeiras divertidas&lt;br /&gt;E as dores tão distantes&lt;br /&gt;Um dia chegam perto demais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tudo está tão próximo&lt;br /&gt;É que percebemos o que machuca&lt;br /&gt;Ainda que de leve&lt;br /&gt;A escuridão já nos avisa&lt;br /&gt;Crescendo com a vida&lt;br /&gt;Conhecendo o que mata&lt;br /&gt;Ainda imaturo&lt;br /&gt;Sonhando por nada&lt;br /&gt;Decepções se apresentam&lt;br /&gt;Mostrando que não venceremos&lt;br /&gt;Ainda assim acreditamos&lt;br /&gt;Que nosso amanhã não é veneno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provamos então aquilo que nos aguardava&lt;br /&gt;A dor se escondia feito um covarde&lt;br /&gt;Mas chega poderosa e sem alarde&lt;br /&gt;Fazendo-nos sucumbir frente ao que queremos&lt;br /&gt;Seu gosto não é bom&lt;br /&gt;Pois se a dor é presente&lt;br /&gt;Então também já conhecemos o amor&lt;br /&gt;Que nos enganou com seu delicioso sabor&lt;br /&gt;Aprendemos a chorar de verdade&lt;br /&gt;Não somos mais crianças que não conhecem&lt;br /&gt;Mas sim jovens que começam a morrer&lt;br /&gt;Mas que muito de tudo ainda vão querer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os sentimentos já são mais fortes&lt;br /&gt;Aumentando também a dor que nos devora&lt;br /&gt;Escrevemos o que sentimos sem perceber&lt;br /&gt;Que vomitamos todo o amor que em nós aflora&lt;br /&gt;Somos mais cegos do que éramos&lt;br /&gt;Percebemos quão fraco é o coração&lt;br /&gt;Imbecil e facilmente enganado&lt;br /&gt;Se entregando por tão pouco a ilusão&lt;br /&gt;Maior é o homem que sabe fingir&lt;br /&gt;Que amando não se mostre amante&lt;br /&gt;Que sofrendo não se mostre fraco&lt;br /&gt;Que morrendo se mostre vivo a todo instante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois de provarmos dele&lt;br /&gt;Percebemos que é ele que vai nos matar&lt;br /&gt;Que a cada dia que o provarmos&lt;br /&gt;Mais viciados estaremos no amar&lt;br /&gt;E a dor atordoante que nos inunda&lt;br /&gt;Cada vez que o ser amado nos ignora&lt;br /&gt;É a dor que decoraremos com o tempo&lt;br /&gt;Dor da vida de amar além do agora&lt;br /&gt;Mas entendam que a escuridão que cito&lt;br /&gt;É causada pelas alegrias que provamos&lt;br /&gt;Que só chega depois que perdemos tudo&lt;br /&gt;Que só chega quando crescemos tão humanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por mais que tentemos nos esconder&lt;br /&gt;Somos dominados pelo sentimento matador&lt;br /&gt;Por mais que queiramos desistir&lt;br /&gt;Sempre o coração encontra alguma forma de amor&lt;br /&gt;E toda a luta para não mais amar&lt;br /&gt;É uma derrota sem tamanho na nossa vida&lt;br /&gt;Nos prostramos frente ao sentimento dominador&lt;br /&gt;E nos rendemos para a felicidade de ser dominado&lt;br /&gt;E mais uma vez amamos alguém&lt;br /&gt;E mais uma vez esse alguém não nos ama&lt;br /&gt;E mais uma vez nos sentimos ninguém&lt;br /&gt;E mais uma vez nos abraçamos ao nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maldita a hora em que fui poeta&lt;br /&gt;Escrevendo as belezas da grande mentira&lt;br /&gt;É o amor enganoso para quem o espera&lt;br /&gt;É a vida a derrota de quem acredita&lt;br /&gt;Entendam que na vida provei já de tudo&lt;br /&gt;Da felicidade que foi sabor passageiro&lt;br /&gt;Até o salgado das lágrimas sempre comigo&lt;br /&gt;Mas pior foi o amargo do amor tão maldito&lt;br /&gt;E das letras aqui mal escritas&lt;br /&gt;Saibam que tudo é uma grande mentira&lt;br /&gt;Pois os amantes difamam a vida&lt;br /&gt;Pois por ela são proibidos da qualquer alegria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nos caminhos da vida lutamos&lt;br /&gt;Tentando nunca por nada parar&lt;br /&gt;Das derrotas lições nós tiramos&lt;br /&gt;E das vitórias pouca coisa se pode tirar&lt;br /&gt;Mas existem pessoas que se fecham em si&lt;br /&gt;Por medo de novamente se machucar&lt;br /&gt;Covardes e fracos tão dignos de pena&lt;br /&gt;Pobres de alma que não querem lutar&lt;br /&gt;É a vida sim causadora de prantos&lt;br /&gt;E o amor mestrado em aos poucos nos matar&lt;br /&gt;Mas sem as lágrimas os sorrisos são pobres e insossos&lt;br /&gt;E sem o amor toda vida é o nada em que nada há&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas toda força que um dia tivemos&lt;br /&gt;Hoje é escassa é tão perto do fim&lt;br /&gt;Queremos que as luzes se apaguem&lt;br /&gt;Queremos que as sombras nos cubram enfim&lt;br /&gt;E toda esperança que um dia foi forte&lt;br /&gt;Hoje é lenda se bem menos não for&lt;br /&gt;Queremos que o tempo nos presenteie com a morte&lt;br /&gt;Queremos esquecer que um dia queremos&lt;br /&gt;Tão doce é o sabor de mais nada esperar&lt;br /&gt;Fechando os olhos e olhando para si&lt;br /&gt;Notamos que as flores quem existiam em nós&lt;br /&gt;Se tornaram tão feias e daninhas no fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que seja bem vindo o fim esperado&lt;br /&gt;Que minha ausência lhes faça agrado&lt;br /&gt;Que minha morte não seja um finado&lt;br /&gt;Que minha vida lhes sirva em algo&lt;br /&gt;Que minhas dores lhes mostrem o que fui&lt;br /&gt;Que meus amores entendam o que quis&lt;br /&gt;Que meus amigos se lembrem de mim&lt;br /&gt;Que minha história se apague aqui&lt;br /&gt;Adeus a essa vida que de nada valeu&lt;br /&gt;Adeus ao amor que nunca foi meu&lt;br /&gt;Adeus ao que fui por nunca ser eu&lt;br /&gt;A morte é um presente para quem nunca viveu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4932311609355936302-8254634715915039256?l=ocachorrovoador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/feeds/8254634715915039256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4932311609355936302&amp;postID=8254634715915039256&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/8254634715915039256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/8254634715915039256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/2007/11/ultimo-postado-esse-ano.html' title='Ultimo poema postado esse ano...'/><author><name>Ricardo Romeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18163688137691357116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4932311609355936302.post-5372704283031633205</id><published>2007-10-26T21:21:00.000-07:00</published><updated>2007-10-26T21:23:32.477-07:00</updated><title type='text'>Não custa, mais um poema...</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Gostem ou não gostem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Mas eu gosto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Mais um poema para o meu BLOG.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#99ffff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Suas Flores&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Me diz, que desculpa vou dar?&lt;br /&gt;Se deixei a loucura dominar&lt;br /&gt;Viajei para onde nunca fui&lt;br /&gt;Descobri um esconderijo tão longe&lt;br /&gt;Me diz, o que vou dizer?&lt;br /&gt;Que foi por que te amo?&lt;br /&gt;Mentindo eu não estaria&lt;br /&gt;Assumir toda coragem e covardia&lt;br /&gt;Hoje ainda não acordei&lt;br /&gt;Aquele cheiro me impregna o corpo&lt;br /&gt;Me embrulha o estomago&lt;br /&gt;Me seca a boca e ma faz voltar&lt;br /&gt;Ah! Loucura bendita da maldição que me cercou&lt;br /&gt;Ah! Cansaço da vida que hoje eu sinto com esse torpor&lt;br /&gt;Meu sangue é químico, minha garganta dói&lt;br /&gt;Não posso dormir se nunca acordei&lt;br /&gt;Não posso morrer se nunca vivi&lt;br /&gt;Não posso chorar se nunca sorri&lt;br /&gt;Não quero amar você, alma gêmea de outra alma&lt;br /&gt;O seu ouro me machuca&lt;br /&gt;Reflete toda a dor de tanto tempo&lt;br /&gt;Nada significa a dor do esquecido&lt;br /&gt;Pois quantas vezes nem me lembro de mim&lt;br /&gt;Maldito amor que tenho por ti&lt;br /&gt;Amor que me rasga por dentro sem morfina&lt;br /&gt;E a noite me diz: — Oi!&lt;br /&gt;Como vou dormir sem acordar, me diz?&lt;br /&gt;Você que sempre foi resposta para mim&lt;br /&gt;Me diz? Como vou descansar?&lt;br /&gt;Sua pureza é engraçada&lt;br /&gt;Suja quem de ti se aproxima&lt;br /&gt;Pra ti então, dou as flores do mal&lt;br /&gt;São todas suas, com espinho, veneno e mau-cheiro&lt;br /&gt;Minha flor! Minha flor do mal&lt;br /&gt;Tão morta como elas, as flores&lt;br /&gt;Mas ainda espero as repostas&lt;br /&gt;Que desculpa vou dar?&lt;br /&gt;O que vou dizer?&lt;br /&gt;Como vou descansar?&lt;br /&gt;Como não me responde, respondo só&lt;br /&gt;Culpa do amor&lt;br /&gt;Que esse amor é o mal&lt;br /&gt;Vou deixar de amar&lt;br /&gt;Respostas simples&lt;br /&gt;A loucura que complica&lt;br /&gt;Mas hoje, hoje sim, vou cultivar&lt;br /&gt;As mesmas flores que ganhei de ti&lt;br /&gt;Só pra você&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4932311609355936302-5372704283031633205?l=ocachorrovoador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/feeds/5372704283031633205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4932311609355936302&amp;postID=5372704283031633205&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/5372704283031633205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/5372704283031633205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/2007/10/no-custa-mais-um-poema.html' title='Não custa, mais um poema...'/><author><name>Ricardo Romeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18163688137691357116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4932311609355936302.post-1452072424394159753</id><published>2007-10-26T20:58:00.000-07:00</published><updated>2007-10-26T21:04:11.036-07:00</updated><title type='text'>Atendendo a pedidos...</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Mais um de meus poemas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Sempre tão tristes e muitas vezes mentirosos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Mas me digam, desde quando o amor fala a verdade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Desde sempre? Nunca?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Depende de quem ama.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Depende de quem é amado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;E depende principalmente de quem vive simultaneamente esses dois lados...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#99ffff;"&gt;&lt;em&gt;Rimas Antigas&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Nevoa que encobre a alma&lt;br /&gt;Dor que enlouquece a vida&lt;br /&gt;Visão que distorce os sonhos&lt;br /&gt;Angustia que subjuga a razão&lt;br /&gt;E todos tentam abrir mão&lt;br /&gt;E por outras mãos são apanhados&lt;br /&gt;E a maldição tão doce que é&lt;br /&gt;Amarga a boca e desfaz o sorriso&lt;br /&gt;Acreditando no amanhã que já morreu&lt;br /&gt;Visando encontrar o que se perdeu&lt;br /&gt;Buscando a luz que já escureceu&lt;br /&gt;E por milagre ainda não se apagou&lt;br /&gt;Queima em mim&lt;br /&gt;Queima a mim&lt;br /&gt;Arranquem meus olhos&lt;br /&gt;Não quero mais ver&lt;br /&gt;Sua felicidade faz minha amargura&lt;br /&gt;E te quero tão bem e com insana ternura&lt;br /&gt;Rosa espinhosa de beleza estranha&lt;br /&gt;Estranheza de um sorriso de outrora&lt;br /&gt;Amigas inseparáveis para mim&lt;br /&gt;São minha dor e as lágrimas com teu nome&lt;br /&gt;Escritos que já passaram&lt;br /&gt;Tempos que retornaram&lt;br /&gt;Moendo meus ossos com ardor&lt;br /&gt;As entranhas deste maldito amor&lt;br /&gt;Encobre sorrisos e beijos tão presentes como o ontem&lt;br /&gt;Corta-me como espada tua visão&lt;br /&gt;Tão feliz e sorridente&lt;br /&gt;Decepem esta mão que não me larga&lt;br /&gt;Se afaste de mim ó bela desgraça&lt;br /&gt;Se esqueça de quão bom eu fui&lt;br /&gt;Pois de tudo que pensas nada sou&lt;br /&gt;E tudo que por ti já fiz&lt;br /&gt;Nenhuma outra mais receberá&lt;br /&gt;Sou agora amargo como o fel&lt;br /&gt;E infelizmente conheci o mel&lt;br /&gt;E prefiro a insignificância do hoje&lt;br /&gt;Sem planos de viver algo tão belo&lt;br /&gt;Que as mãos deste amor me larguem de vez&lt;br /&gt;Que a nevoa de minha alma desapareça&lt;br /&gt;Que o passado que eu tanto vejo suma e me deixe sonhar&lt;br /&gt;Que esta conhecida angustia me deixe pensar&lt;br /&gt;E tudo que busco e não encontro,&lt;br /&gt;Que realmente não seja encontrado&lt;br /&gt;Apaguem a luz&lt;br /&gt;Deixem-me aqui&lt;br /&gt;Amor, maldito amor&lt;br /&gt;Dor, bendita dor&lt;br /&gt;Que tais rimas deixem de existir&lt;br /&gt;E que seus olhos não me encontrem mais&lt;br /&gt;Sou um homem derrotado pela beleza&lt;br /&gt;Levado por um rio de gigantesca tristeza&lt;br /&gt;Se afogando em tudo que já viveu&lt;br /&gt;Tentando chegar ao fundo do rio&lt;br /&gt;Lá onde existia somente você e eu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4932311609355936302-1452072424394159753?l=ocachorrovoador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/feeds/1452072424394159753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4932311609355936302&amp;postID=1452072424394159753&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/1452072424394159753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/1452072424394159753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/2007/10/atendendo-pedidos.html' title='Atendendo a pedidos...'/><author><name>Ricardo Romeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18163688137691357116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4932311609355936302.post-7925087457128552388</id><published>2007-09-03T07:00:00.000-07:00</published><updated>2007-09-03T07:18:52.627-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Agora parece que a coisa vai. Os 40 envolvidos com o mensalão agora são réus. Serão e jugados e queira Deus, condenados (Que essa utopia se torne real). Mas sobre isso, eu fiz um texto. Espero que gostem...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ccffff;"&gt;                          Os Esforçados Trabalhadores do Mensalão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Imagine que você possui um emprego muito bem remunerado. Agora imagine que além do seu salário, você tem também uma ajuda de custo para roupas, funcionários subordinados a você, e gastos imprevistos. Agora vá mais além, e imagine que além de tudo isso, você ainda tem um carro a sua disposição, com estacionamento e combustível pagos, e passagens de avião também bancadas pela empresa em que você trabalha. Imaginou? Tudo muito bom para ser verdade, não é mesmo? Qualquer um adoraria um emprego desses, ainda mais sabendo que sua presença não é obrigatória cinco dias na semana. Difícil de acreditar, não é verdade? Num emprego desses, a preocupação sobre sua honestidade seria quase nula, afinal, você tem um emprego dos sonhos. Mas indo contra o que deveria ser o óbvio, você se corrompe e começa a aceitar propinas para agilizar um processo aqui, para ajudar a empresa de um amigo ali, para burlar algumas regras que em sua opinião existem para atrapalhar. E então, com um esforço gigantesco, você percebe que o emprego dos sonhos é pouco, e a honestidade obrigatória que este ótimo emprego te inclina a ter, é algo que com certo desvio de caráter pode ser contornada. Você com certeza concorda que o emprego citado é ótimo, e que a desonestidade num trabalho desses é simplesmente inconcebível, mas posso te garantir que existem pessoas que se esforçam para mudar tal regra.&lt;br /&gt;Há algum tempo atrás, mais um escândalo abalou nosso país, o Mensalão. Pessoas de confiança do nosso Excelentíssimo Senhor Presidente da República se envolveram na sujeira que abalou as estruturas do nosso congresso. Delúbio Soares, Genuíno, José Dirceu, Roberto Jefferson, entre outros. Nomes que com certeza você conhece. Entre os citados, estavam simplesmente o então Chefe da Casa Civil e o presidente do PT, partido do nosso presidente. Com um emprego repleto de regalias, os políticos acima citados conseguiram ainda aceitar propina de empresários. Sem dúvida, um esforço louvável.&lt;br /&gt;Tenho que confessar que admiro estes políticos, afinal deve ser muito difícil ser desonesto em um emprego tão bom assim. Imagino quão trabalhoso deve ter sido para eles aceitar dinheiro que não vinha de seu não-suado trabalho. Com certeza não pensaram naquele momento, que seus atos causariam tamanha comoção em nosso país. Não imaginaram que o esforço deles seria descoberto e se tornado um dos maiores escândalos de nossa política. Mas é claro que alguns ainda lutaram para que seus esforços tivessem o devido valor, o que é o caso de Roberto Jefferson, que transformava cada depoimento nas infindáveis CPI’s do congresso em um show a parte.&lt;br /&gt;Mas me parece que nosso país não aprecia mais este tipo de esforço, e presenciamos trabalhadores como José Dirceu, Genuíno e Delúbio Soares passarem de homens esforçados em receber propinas, para réus. Serão processados e julgados de acordo com seus atos, e possivelmente condenados. Chego a conclusão que o Brasil está mudando, e trabalhadores como estes não ficarão mais impunes. Ser honesto num emprego como o deles não deveria ser qualidade rara, mas sim algo comum. Mensalões e Valériodutos não serão mais shows que pagaremos para ver, mas sim para evitar. Tenho a esperança que enfim o brasileiro vai exigir que homens que são pagos por nós, trabalhem a nosso favor, e não que roubem o que é nosso.&lt;br /&gt;Que o esforço que estes políticos demonstraram para serem desonestos torne-se um exemplo a não ser seguido, afinal, político não precisa se esforçar, basta exercer&lt;/span&gt; a função a qual foi promovido&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4932311609355936302-7925087457128552388?l=ocachorrovoador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/feeds/7925087457128552388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4932311609355936302&amp;postID=7925087457128552388&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/7925087457128552388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/7925087457128552388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/2007/09/agora-parece-que-coisa-vai.html' title=''/><author><name>Ricardo Romeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18163688137691357116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4932311609355936302.post-6913794993406210407</id><published>2007-08-19T16:31:00.000-07:00</published><updated>2007-08-19T16:34:59.811-07:00</updated><title type='text'>Um poema a mais...</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Segue mais um poema pra ninguém falar que não poestei nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Esse é antigo, mas a dor sempre estará na moda. Não é verdade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;Seu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;E o riso de criança se transforma em choro de ancião&lt;br /&gt;E do ódio do poeta nasce um amor sem inspiração&lt;br /&gt;E a beleza irreverente e maldita que vislumbrei&lt;br /&gt;Hoje é pobreza séria, mas ainda maldita&lt;br /&gt;Seus olhos são punhais&lt;br /&gt;Suas mãos grilhões&lt;br /&gt;E eu vítima, tão sem vida&lt;br /&gt;Inocente e preso a você&lt;br /&gt;Ah! Pobre criança sem alegria&lt;br /&gt;Ah! Pobre ancião sem história&lt;br /&gt;Sua morte é tão aguardada&lt;br /&gt;E sua vida em nada lhe valeu&lt;br /&gt;Amores que passaram&lt;br /&gt;Amores que tantas vezes lhe mataram&lt;br /&gt;E aquela que me prendeu&lt;br /&gt;Hoje é prisioneira, tão ou mais que eu&lt;br /&gt;Enrijece o coração&lt;br /&gt;Até que pare de bater&lt;br /&gt;Que o presente do fim lhe chegue&lt;br /&gt;Que a morte lhe bata a porta&lt;br /&gt;Pois já a espera com chá e biscoitos&lt;br /&gt;Já fui criança&lt;br /&gt;Já fui jovem e adulto&lt;br /&gt;E tão velho sou sem velho ser&lt;br /&gt;Anos multiplicados em mim&lt;br /&gt;Rugas que desfiguram minha alma&lt;br /&gt;Minha face não é o que sou&lt;br /&gt;Mesmo assim ainda sorrio&lt;br /&gt;Ainda assim sobrevivo&lt;br /&gt;Não morro por que não queres&lt;br /&gt;Não vivo por que não quero&lt;br /&gt;Ou não posso?&lt;br /&gt;Na verdade nem sei&lt;br /&gt;Flores de um dia fúnebre&lt;br /&gt;Minha dor morreu&lt;br /&gt;E o sol é encoberto pela minha sombra&lt;br /&gt;Não sei o que digo&lt;br /&gt;Não sei o que quero dizer&lt;br /&gt;Mas garanto a você que me lê&lt;br /&gt;Que nada que escrevo é o que quero escrever&lt;br /&gt;Te engano não por mal&lt;br /&gt;Mas por mal não a querer&lt;br /&gt;Querendo odiá-la, mais ainda a amo&lt;br /&gt;Querendo esquecê-la, mas ainda a lembro&lt;br /&gt;E minhas frases e estrofes nada dizem&lt;br /&gt;A não ser de uma criança que parou de sorrir&lt;br /&gt;A não ser de um ancião que parou de viver&lt;br /&gt;A não ser de um jovem que envelheceu&lt;br /&gt;A não ser de mim, que na verdade não sou eu&lt;br /&gt;Sensatez? Quem é você?&lt;br /&gt;Amor me dado? O que será?&lt;br /&gt;Sinceridade? Foi algum dia para mim?&lt;br /&gt;Mas e a dor? Ah! Essa sim é toda minha!&lt;br /&gt;Companheira inseparável&lt;br /&gt;E eu?&lt;br /&gt;Não sou mais meu!&lt;br /&gt;Nem sou mais eu!&lt;br /&gt;Mas com graciosa tristeza&lt;br /&gt;E dolorosa esperança&lt;br /&gt;Ainda sou&lt;br /&gt;Com maldita certeza&lt;br /&gt;Seu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4932311609355936302-6913794993406210407?l=ocachorrovoador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/feeds/6913794993406210407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4932311609355936302&amp;postID=6913794993406210407&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/6913794993406210407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/6913794993406210407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/2007/08/um-poema-mais.html' title='Um poema a mais...'/><author><name>Ricardo Romeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18163688137691357116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4932311609355936302.post-9221793826851029095</id><published>2007-07-23T18:22:00.000-07:00</published><updated>2007-07-24T06:06:45.619-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nose'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cezar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catóta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Mais um Conto da Carrocinha...</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Aí galera! Muita gente pedindo mais um "Contos da Carrocinha" falando sobre o Cezar, o nosso querido azarado (Muita gente, hahahahaha, essa é boa! Eu não me aguento!). Então aí vai mais um conto sobre ele. Não se trata de uma continuação de "Um Bom Canalha", pois se passa antes. A diferença é que este é um pouco nojento, então pessoas com o estômago forte e preparadas para se deliciar com o azar de "Nosso Amigo Cezar!", divirtam-se:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nosso Amigo Cezar!:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bad, Bad Nose!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Nosso amigo Cezar pode até ser um pouco canalha, um pouco atrapalhado, não muito bonito, mas com certeza mau-caráter ele não é! Não! E não estou tentando ajudá-lo, mas tenho que defender o Cezar. Vieram me falar que ele não presta depois de terem lido a história “Um Bom Canalha”! Eu não aceito isso! Juro que ele não teve a intenção de acabar com duas namoradas. Ele é um rapaz nobre, só que também um pouco azarado (azarado com duas namoradas, só o Cezar mesmo). Quando faz algo de mal, não tem a intenção. O problema é que quase nada sai bem na vida dele. Antes que ele tivesse duas namoradas (sem querer, diga-se de passagem), ele não tinha nenhuma. O único prazer que tinha era sua bandinha de garagem que tacava rock and roll da melhor qualidade (para ele e os outros integrantes). Decidi que vou lhes contar outra história sobre nosso amigo Cezar. Mas a história a seguir se passa nos tempos de vacas magras dele. Antes que tivesse duas namoradas. Tempos esses em que uma loira olhando para ele de algo muito bom poderia passar a ser algo muito ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem namorada(s) ele vivia uma vida tranqüila, de vez quando beijava uma aqui (mesmo não sendo tão bonito, tinha charme quando bem arrumado), de vez em quando beijava outra ali (Não! Ele não era galinha), mas quase sempre a única mulher que beijava era sua mãe, com respeito e no rosto (viu só como é um bom rapaz). Adorava ensaiar com sua banda. Orgulhava-se de dizer que não eram covers, e que tocavam somente musicas próprias, mesmo que não tivessem uma apresentação há mais de um ano&lt;br /&gt;Era uma manhã de novembro e o sol já começava a fazer as pessoas acima do peso transpirar mais do que já transpiram normalmente. Cezar acordou cedo para ensaiar naquele sábado, estava empolgado, pois tinha composto uma nova musica. Entrou no ônibus, pagou a passagem pensando em como o governo metia a faca nos brasileiros. Logo se esqueceu disso quando encontrou um lugar para sentar e voltou a ficar feliz. Desceu na estação de metrô, entrou no vagão e sentou-se, aguardando chegar à estação em que iria descer.&lt;br /&gt;Aqui eu faço uma pequena pausa para ressaltar algo importante: Sabe quando parece que uma coisa vai dar certo para você, e isto que aparentemente daria certo do nada se torna uma das piores coisas que poderiam te acontecer? Engraçado é que o que daria certo se torna a pior por um mero detalhe! Acredito que você não entendeu, não é? Vou tentar explicar de um modo diferente... Dificilmente alguma coisa dava certo para o Cezar (e saiba que quando digo dificilmente, estou sendo legal), mas este dia em especial parecia que seria um dos melhores da vida dele. Mas de uma hora para outra se transformou em uma péssima lembrança de sua já descontente vida. E tudo por um pequeno detalhe: as impurezas do ar.&lt;br /&gt;Voltando a história (adoro ser narrador, e sabe por quê? Por que posso te deixar nervoso e esperando para saber o que acontece, e posso simplesmente interrompê-la do nada apenas para impor a minha opinião, ou fazer algum comentário idiota). Deixe-me tentar lembrar: Cezar estava no metrô, o dia estava abafado e incomodo, lembro de ter dito que as pessoas suavam (claro que não somente as mais cheinhas, mas estas um pouco mais), e onde eu estava... Ah sim! Lembrei! Ele estava no metrô, distraído e cantarolando a sua nova musica (que falava de morte e amor). Então ele viu aqueles olhos claros, demorou um pouco para ter certeza sobre a cor, mas enfim viu que eram verdes. O que mais chamou sua atenção foi que aqueles olhos olhavam para ele, e não só olhavam, mas também o chamavam, o comiam. Depois dos olhos Cezar percebeu que eles eram apenas o enfeite de uma obra de arte irretocável. Era uma bela loira o secando, e ele como sempre se encolhia. A loira em questão não era só olhos, mas também era rosto, boca, seios, pernas (não deu para ver a “parte de trás”, já que estava sentada, mas Cezar teve certeza de que ela tinha uma bela “parte de trás”). Cezar tentava disfarçar, mas os olhares da moça eram matadores. Pensou: “Será que ela realmente esta olhando para mim? E se estiver, deve é estar rindo por dentro. Será que estou com pasta de dentes no rosto?” Mas só pensou mesmo, e permaneceu imóvel.&lt;br /&gt;Nota: Existem pessoas azaradas, isso é inegável. E Cezar é com certeza uma dessas pessoas. É impressionante como a lei de Murphy se enquadra perfeitamente na vida do nosso amigo Cezar. Sua banda nunca vai para frente, não consegue um emprego decente, não consegue ganhar na loteria (neste caso, eu também não) e por fim, nada que parece dar certo para ele quer dizer que realmente vá dar certo.&lt;br /&gt;De tanto a loira olhar, Cezar se sentiu à vontade para flertar também com ela. Somente isso. Olhava e logo depois disfarçava. Esqueci de dizer que a maioria das garotas que Cezar tinha algum envolvimento tomavam a iniciativa. A auto-estima dele era tão baixa, que tinha medo de tomar fora até se uma garota mordesse os lábios olhando para ele, ou o chamasse para um canto qualquer de uma festa. Mas com essa loira as coisas estavam sendo diferentes. O olhar dela o encorajava, ou quase isso, já que o máximo que estava conseguindo era olhar de rabo de olho para ela. Até que uma coisa inesperada aconteceu, ela levantou-se de seu lugar e se sentou ao lado dele. Ele suava, sua barriga doía de uma forma que ele nunca imaginou que pudesse doer, seus olhos viravam, e a loira continuava a encará-lo, agora sentada ao lado dele.&lt;br /&gt;Outra Nota: Vocês já devem ter ouvido aquele ditado antigo que diz assim, “Quanto mais alto, maior a queda”. O problema com Cezar era que a queda era parte integral da vida dele. Quanto mais ele subia, a única certeza era que e queda seria cada vez pior. A loira se mostrava interessada a ponto de sentar-se ao lado de nosso amigo, Cezar estava torcendo para nada dar errado.&lt;br /&gt;Lembra quando eu disse que o problema neste dia seriam as impurezas do ar. Pois então, nossos narizes são dotados de pequenos pêlos internos que fazem uma primeira purificação do ar que inspiramos antes que este chegue ao nosso pulmão. Estes pêlos impedem que certas impurezas contidas no ar como poeira, pedaços de tecidos, terra, pêlos de outros animais e outras coisas passem por nosso nariz. Diga-se de passagem, que o nariz de Cezar era um exemplar enorme (também estou sendo legal). O problema é que estas impurezas não somem, elas são impedidas pelos pêlos nasais (pelos pêlos; muito boa!), e permanecem lá até formarem uma massa muitas vezes verde e que fica presa a parede interna do nariz. Alguns nomes vulgares dessa massa é caca, bolinha, cátota, convite (no caso de te perguntarem se vai ter festa já que você esta limpando o salão com o dedo. Aí você tira a impureza do nariz e pergunta se seu interlocutor quer um convite), e também catchuripa (palavras de minha amiga Camila).&lt;br /&gt;Cezar estava começando a se soltar, e até conseguia dar umas olhadinhas para a loira. Ela foi encostando mais, e ele sentiu um arrepio na espinha ao notar que suas pernas já estavam encostadas (sem comentários para a perna dela). Então ela falou com ele:&lt;br /&gt;— Oi. Este calor está de matar, não é mesmo?&lt;br /&gt;— É. — respondeu Cezar.&lt;br /&gt;— Posso saber seu nome?&lt;br /&gt;— Cezar.&lt;br /&gt;— Hum. Meu nome é Jéssica. — a loira chamada Jéssica fez uma pausa para se ajeitar e ficar ainda mais próxima dele e perguntou: — Você esta indo para onde?&lt;br /&gt;— Ensaiar com minha banda no Brás. — Cezar tentava se soltar.&lt;br /&gt;— Nossa que legal! Qual o estilo da banda?&lt;br /&gt;Neste instante Cezar quis mandar a loira para algum lugar bem conhecido e feio. Afinal, ele estava de camiseta preta, camisão de flanela, barba por fazer e seu cabelo estava na altura do ombro, e ela ainda pergunta qual o estilo da banda dele. Respirou fundo e pensou na beleza da moça. Então respondeu:&lt;br /&gt;— Tocamos rock.&lt;br /&gt;— Legal. Eu ouço de tudo, mas gosto mesmo é de pagode e funk.&lt;br /&gt;Agora sim Cezar estava irritado! Funk? Pagode? Mesmo com tanta beleza não havia quem agüentasse isso! Contou até dez e olhou para o decote generoso de Jéssica. Convenceu-se de que ela merecia outra chance. Não sabia que a próxima gafe seria dele.&lt;br /&gt;— Entendi. Eu só ouço rock mesmo. De vez em quando um pouco de blues e reggae. E...&lt;br /&gt;Cezar parou de falar do nada e fez uma careta estranha.&lt;br /&gt;— Tudo bem? — perguntou a loira.&lt;br /&gt;— Sim, tudo bem. — e se virou para o outro lado.&lt;br /&gt;Jéssica estranhou a atitude dele.&lt;br /&gt;O que estava acontecendo era que Cezar acumulou muita poeira nas paredes internas de seu nariz, formando uma cátota de proporções animalescas. E agora ela estava querendo ser expelida e ganhar a liberdade. Se Cezar estivesse em casa, ou em um lugar que não fosse público, teria enfiado o dedo no nariz e expurgado aquela massa verde e irritante que o estava incomodando. Mas em um metrô, mesmo que vazio, não era do seu feitio tal ato. Ainda mais com Jéssica ao seu lado, dando um mole danado para ele. Parou de respirar pelo nariz, e tentou falar:&lt;br /&gt;— Não é nada não. Estou um pouco doente, só isso.&lt;br /&gt;— E o que você tem? É asma ou bronquite?&lt;br /&gt;— Por quê? — disse ofegante, já que só estava respirando pela boca.&lt;br /&gt;— Por que você esta tão ofegante.&lt;br /&gt;— Meu nariz esta entupido.&lt;br /&gt;— Ah, então é gripe.&lt;br /&gt;— É. — disse virando-se novamente.&lt;br /&gt;A massa esverdeada estava incomodando de verdade. Como Cezar queria estar no seu quarto agora.&lt;br /&gt;— Quantos anos você tem? — perguntou a loira.&lt;br /&gt;— O quê? — disse sinceramente, já que estava mais preocupado com seu nariz do que com a loira.&lt;br /&gt;— Eu perguntei quantos anos você tem.&lt;br /&gt;— 26. — mentiu ele.&lt;br /&gt;— Eu tenho 20 — disse um sorriso encantador — Tem algo errado com seu nariz?&lt;br /&gt;— Já disse que está entupido! — estava irritado.&lt;br /&gt;— Não, não é isso! É dentro do seu nariz!&lt;br /&gt;Ele se virou envergonhado. Ela viu, pensou ele! Fingia olhar pela janela, de costas para ela.&lt;br /&gt;— Hei! Por que está dando as costas para mim? — indagou indignada Jéssica.&lt;br /&gt;— Eu? Não! Desculpe! — respondeu, mas sem se virar para ela.&lt;br /&gt;Neste momento, a estonteante Jéssica tentou cutucar as costas de Cezar para chamá-lo, no mesmo instante que ele se virava meio de cabeça baixa.&lt;br /&gt;O destino é uma coisa intrigante, e muitas vezes até maldoso. Existem pessoas que nascem para brilhar, se tornam atores, escritores famosos, grandes músicos. Outras nascem apenas para existir, ocupando o espaço que lhe é permitido. Estas pessoas trabalham, estudam, se casam, tem filhos e continuam incógnitas na sociedade. E existe o nosso amigo Cezar. Este nasceu para desejar não ter nascido. Nada em que fazia dava certo. Não conseguia ser um grande musico, não conseguia ser um grande compositor, não conseguia sequer existir e ocupar seu espaço. Cezar era uma pessoa que vivia a margem do azar. O pior é que o destino tem um senso de humor negro em relação ao Cezar. Não basta fazê-lo parecer um derrotado, o destino quer mais com Cezar. Nosso amigo na maior parte do tempo era mais que um simples derrotado, era também um idiota, um otário, bobo, e até certo ponto infantil. Mas nunca era um mau-caráter. Mesmo assim o destino se divertia à custa de Cezar.&lt;br /&gt;Pois bem, Cezar se virou no exato momento que a loira ia cutucar suas costas, e o dedo indicador dela esbarrou no seu nariz. Ela saiu com o dedo intacto de tal acidente, mas Cezar, que tinha o nariz muito sensível sentiu uma leve coceira nasal. Tal coceira logo se tornou uma irritação de proporções gritantes. E fazendo caretas e contorcendo o nariz, ele tentou impedir o espirro eminente. Jéssica, com seus belos olhos verdes olhava assustada aquele rapaz que há alguns minutos, parecia tão atraente e agora mais parecia alguém tendo um colapso mental. O que era esperando então aconteceu, e o espirro mais pareceu um relincho de cavalo. Cezar ainda levou as duas mãos à frente da boca. Levantou a cabeça e olhou para Jéssica que o olhava espantada e até certo ponto com um leve sorriso. Apressou-se em dizer:&lt;br /&gt;— Desculpe! — passou a mão no nariz tentando limpar algo ou alguma coisa que estivesse pendendo dele — Mas eu tenho o nariz muito sensível, e você esbarrou nele sem querer.&lt;br /&gt;— Desculpa também. Mas por que você ficou de costas pára mim?&lt;br /&gt;— Não foi nada não! Eu sou meio estranho as vezes. — e sorriu tentando disfarçar.&lt;br /&gt;Pelo rosto da moça, viu que ela tinha deixado isso pra lá. Respirou aliviado. E ao respirar percebeu que estava aliviado demais. Puxou o ar uma duas vezes pelo nariz e viu que estava totalmente desobstruído. Agradeceu aos céus, e virou-se para Jéssica com toda a confiança do mundo. Possivelmente tinha engolido sem querer a massa verde de poeira acumulada no seu nariz. Agora era a vez dele mostrar toda a sua convicção.&lt;br /&gt;— Mas então, você não me disse a tua idade.&lt;br /&gt;— Tenho 23. Sei que pereço até um pouco mais velha, todos me dizem isso. Mas...&lt;br /&gt;Cezar já não ouvia mais nada. Não podia estar acontecendo, não agora — Por quê? Por quê? — pensava ele. A moça estava com três olhos verdes: os dois normais, e um pendendo pela franja loira dela. A goma esverdeada, de cor quase fluorescente escorria graciosamente pelos cabelos loiros e lisos de Jéssica. Ela falava sem notar, e Cezar fingia prestar atenção. Mas o que realmente o preocupava era a sua cátota que vagarosamente pendia mais e mais para uma queda livre até as pernas bem torneadas de Jéssica. Um desespero súbito tomou conta dele. Pensou em descer do metrô naquele momento mesmo, mas percebeu que havia acabado de sair da estação Carrão e teria ainda uns dois minutos até a estação do Tatuapé. O desastre ocorreria antes disso. Tentou pensar, mas a única coisa que vinha na sua cabeça era sumir dali. A coisa verde já estava quase na altura dos olhos dela. Ela ia ver, ela gritaria, e se tudo corresse normalmente, ela o odiaria. Todo alivio de sua respiração não era suficiente para acalmá-lo.&lt;br /&gt;Ele desistiu de pensar em algo e ficou esperando o desastre acontecer. Porém, o azar muitas vezes se dá mal. E de tanto o destino implicar com o Cezar, o Cezar conseguiu dar uma volta nele. Mesmo que por pouco tempo.&lt;br /&gt;No exato momento em que o vagão em que Cezar e Jéssica estavam passava debaixo da Ponte do Tatuapé, a aberração verde deslizou mais e ficou na ponta dos cabelos dela. Ele engoliu em seco. Ela não parava de falar e não notou nada de estranho. Mas não tinha como Cezar disfarçar mais, a situação era o cúmulo da nojeira. Ele mesmo estava impressionado com o tamanho e a cor de sua criação repugnante. Ele então notou olhar de repulsa dele, franziu o cenho e disse:&lt;br /&gt;— O que foi? Alguma coisa que eu disse ou fiz?&lt;br /&gt;Não! Quem criou o Monstro Verde fui eu! — pensou. Mas ele apenas balançou a cabeça negativamente. E com cara de nojo inclinou o queixo para frente indicando que algo estava preso no cabelo dela. Primeiro os olhos dela olharam para a parte da franja do lado esquerdo, nada. Quando ela olhou para a direita pôde ver algo que ela de pronto não soube identificar. Quando percebeu o que era, não conseguiu nem gritar e nem chorar, apenas começou a tremer e balançar as mãos e dizer com a voz trêmula:&lt;br /&gt;— Tira! Tira! Tira! — a moça parecia que estava batendo asas para voar. Sei que é maldade, mas a cena foi realmente engraçada.&lt;br /&gt;Cezar não sabia o que fazer e muito menos o que dizer. A gosma verde fluorescente estava lá, presa em poucos fios loiros de Jéssica. Cezar se sentiu como o Dr. Frankenstein, com medo do monstro que criara. Jéssica permanecia batendo as... quero dizer, balançando as duas mãos e Cezar permanecia paralisado. Foi então que o milagre aconteceu. O trem deu uma freada brusca, que fez com que a cátota se desprendesse dos cabelos de Jéssica e voasse na direção de Cezar. Este por sua vez num movimento pra lá de rápido se levantou e a massa esverdeada passou por cima do banco e caiu solitária no chão. Se todo este acontecido fosse passado em câmera lenta numa tela de cinema, necessitaria de efeitos especiais mais avançados que o de Matriz, devido a velocidade de Cezar.&lt;br /&gt;O metrô ficou parado por alguns minutos e Jéssica acompanhou o metrô. Já Cezar ficou em pé nestes minutos. Quando o trem voltou a andar, Jéssica envergonhada disse:&lt;br /&gt;— Desculpe, eu nem sei de onde veio isso.&lt;br /&gt;— Não precisa se preocupar. Pode ter caído de qualquer lugar. — pensou no cinismo de sua afirmação.&lt;br /&gt;— É eu sei. Você deve estar com nojo de mim.&lt;br /&gt;— Não, não estou. — disse ele enquanto tirava um lenço de seu bolso e entregava para ela limpar o cabelo — Você é linda, e não tem como sentir nojo de você. — agora não mais, pensou.&lt;br /&gt;Jéssica riu sem graça, mas adorando o elogio. Cezar, que ia descer logo, via que o tempo estava passando e precisava se apressar. Então decidiu agir.&lt;br /&gt;— Eu vou descer na estação Brás. Você vai descer aonde? — perguntou Cezar interessado.&lt;br /&gt;— Na Sé. Que pena.&lt;br /&gt;— Você tem celular? — perguntou esperançoso.&lt;br /&gt;— Eu sei que vai parecer desculpa, mas meu celular foi roubado a uma semana e ainda não comprei um novo.&lt;br /&gt;— Sei. — disse Cezar desanimado e realmente achando que aquilo era desculpa.&lt;br /&gt;— Juro! Por que você acha que eu me aproximaria de você se não estivesse interessada. Realmente não tenho celular, e infelizmente não uso o telefone de casa.&lt;br /&gt;— Eu tenho celular. Mas se você pegar meu número não vai me ligar. — “Não uso o telefone de casa”. Conta outra.&lt;br /&gt;— É claro que eu vou! Pode me dar o número. Prometo que ligo. — disse ela fazendo carinha de menina.&lt;br /&gt;A verdade é que ele não acreditou. Mesmo assim tirou um pedaço de papel da mochila que trazia, e também uma caneta. Anotou seu celular e entregou para ela com um sorriso nos lábios. Depois olhou pela Janela e viu que já estava chegando ao Brás.&lt;br /&gt;— Agora tenho que descer. Mas me liga. Podemos marcar alguma coisa.&lt;br /&gt;— Pode ter certeza que eu vou ligar.&lt;br /&gt;Os dois se beijaram no rosto e Cezar desceu.&lt;br /&gt;Ele ainda não acreditava na sorte que teve. Jéssica não percebeu que era dele que a massa verde e nojenta havia saído. E ainda por cima tinha a chance (remota) que ela ligasse para ele.&lt;br /&gt;Jéssica ainda estava sentada no banco do metrô segurando o papel que Cezar havia entregado a ela. Tinha achado ele muito interessante, bonito, um pouco quieto, mas muito bonito. Iria ligar assim que pudesse. Tinha que descer na estação República. Ainda pensava no garoto quando um homem em pé espirrou sem ter tempo de colocar a mão na frente da boca. Uma mulher que estava também em pé na frente dele praguejou limpando a blusinha azul que usava. Neste instante um filme passou pela sua cabeça. Lembrou de cada movimento de Cezar, desde quando ele se virou envergonhado para o lado até quando desceu. Lembrou do espirro dele, e de como olhava para a cara dela com certo nojo enquanto falava. — Aquele Filho de uma P*$%! — pensou. Guardou o bilhete com o número no bolso e desceu.&lt;br /&gt;Depois do ensaio, Cezar e seus amigos conversavam quando seu celular tocou. O número identificado não era conhecido, mesmo assim atendeu. Disse alô, e ouviu a resposta do outro lado:&lt;br /&gt;— Oi! Será que já me esqueceu? — a voz era muito sensual.&lt;br /&gt;— Jéssica?&lt;br /&gt;— Eu mesma. Já ensaiou?&lt;br /&gt;— Já! Nossa, por que está me ligando tão rápido? Fico até um pouco metido assim! — disse Cezar olhando para os amigos, que fizeram silêncio no mesmo instante.&lt;br /&gt;— Hum. E então, pensou em mim?&lt;br /&gt;— Claro, não tinha como não pensar. — disse isso e a imaginou sorrindo com seu comentário que achou o máximo.&lt;br /&gt;— Sabe onde eu estou?&lt;br /&gt;— Não faço idéia.&lt;br /&gt;— Num salão de cabeleireiro. Estou lavando meus cabelos.&lt;br /&gt;Neste instante Cezar gelou, mas logo lembrou que ela não tinha percebido nada e tentou levar a conversa normalmente.&lt;br /&gt;— Entendo. — sabia que qualquer coisa dissesse poderia ser usada contar ele.&lt;br /&gt;— Você já se conformou?&lt;br /&gt;— Me conformar com o quê? — disse rindo. Esperou que a resposta fosse algum gracejo de Jéssica.&lt;br /&gt;— Em morrer, oras!&lt;br /&gt;— Mo conformar em morrer? De onde você tirou está idéia? —seu sorriso já estava um pouco amarelo neste momento. O que será que ela queria dizer?&lt;br /&gt;— Já que você não está morrendo, confirmou minha hipótese.&lt;br /&gt;— Não estou entendendo, que hipótese? — o sorriso amarelo agora era uma boca seca e fechada, formando uma careta.&lt;br /&gt;— De que você é assim mesmo. — disse ela agora com certo indiferença na voz.&lt;br /&gt;— Jéssica, assim mesmo como?&lt;br /&gt;— Podre por dentro! Seu porco ridículo! Aquela nojeira no meu cabelo! Verde fluorescente! Verde fluorescente! Nunca vi daquela cor! E ainda fingiu que não era como você! Seu escroto! Me dá até ânsia saber que beijei o seu rosto, e...., hei! Seu idiota! — Cezar já havia desligado.&lt;br /&gt;No outro lado da linha, Cezar guardava seu celular no bolso com a feição bem desanimada. Um de seus amigos perguntou:&lt;br /&gt;— E aí, o que ela disse?&lt;br /&gt;Ele deu um sorrisinho sem graça e respondeu:&lt;br /&gt;— Que está pensando em mim neste exato momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4932311609355936302-9221793826851029095?l=ocachorrovoador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/feeds/9221793826851029095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4932311609355936302&amp;postID=9221793826851029095&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/9221793826851029095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/9221793826851029095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/2007/07/mais-um-conto-da-carrocinha.html' title='Mais um Conto da Carrocinha...'/><author><name>Ricardo Romeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18163688137691357116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4932311609355936302.post-3361973473536162091</id><published>2007-07-20T21:56:00.000-07:00</published><updated>2007-07-20T21:59:10.481-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sangue'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='água'/><title type='text'>Mais um poema pra quem gosta...</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Quem lê meus poemas deve pensar que sou a depressão em pessoas. Não é bem assim, pois só escrevo o que sinto no momento, e sempre passa! Sempre passa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#99ffff;"&gt;Água, Sal e Sangue&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Tornar real o que se sonha&lt;br /&gt;Sonhar o que se espera realizar&lt;br /&gt;Viver ilusões&lt;br /&gt;Morrer iludido&lt;br /&gt;Cavar lembranças&lt;br /&gt;Enterrar tudo o que sou&lt;br /&gt;Me lembrar de quando criança&lt;br /&gt;Perder-se neste torpor&lt;br /&gt;Socar a parede&lt;br /&gt;Sangrar de dor&lt;br /&gt;Enxugar minhas lágrimas&lt;br /&gt;Água, sal e sangue&lt;br /&gt;Gritar dentro de mim&lt;br /&gt;Me acordar de um sonho ruim&lt;br /&gt;Me ver em um pesadelo&lt;br /&gt;Me perguntar por que acordei&lt;br /&gt;Estradas perdidas&lt;br /&gt;Caminhos traçados&lt;br /&gt;E ninguém me acredita&lt;br /&gt;Que a ausência é a dor&lt;br /&gt;Morra maldita mentira&lt;br /&gt;Morra antes que eu morra&lt;br /&gt;Perca sua essência impura&lt;br /&gt;Se purifique através da dor&lt;br /&gt;Minha doença é o que sou&lt;br /&gt;Minha loucura me torna lúcido&lt;br /&gt;Minha vida já me matou&lt;br /&gt;Minhas feridas tratadas a sal&lt;br /&gt;Me olhas sem nada entender&lt;br /&gt;Ao ler o que escrevo realmente não vês?&lt;br /&gt;Não vês que toda essa bagunça expressa meu ser&lt;br /&gt;Que para mim tem sentido, mas não para você&lt;br /&gt;E o sol brilhou para mim&lt;br /&gt;E novamente eu sorri&lt;br /&gt;Olhando ao redor vendo o que eu fiz&lt;br /&gt;Me assustando com o sangue que verti&lt;br /&gt;Arrogante, ferido, fraco e perdido&lt;br /&gt;Sonhador, suicida, amargo e sofrido&lt;br /&gt;Acorde e veja o sol também&lt;br /&gt;Não durma em plena luz&lt;br /&gt;Eis o fim que eu esperava&lt;br /&gt;Que mais confunde do que explica&lt;br /&gt;Com rimas, sem rimas e estrofes mal acabadas&lt;br /&gt;Poesia é o sentido da beleza maltratada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4932311609355936302-3361973473536162091?l=ocachorrovoador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/feeds/3361973473536162091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4932311609355936302&amp;postID=3361973473536162091&amp;isPopup=true' title='59 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/3361973473536162091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/3361973473536162091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/2007/07/mais-um-poema-pra-quem-gosta.html' title='Mais um poema pra quem gosta...'/><author><name>Ricardo Romeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18163688137691357116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>59</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4932311609355936302.post-228147661583686258</id><published>2007-07-20T21:48:00.000-07:00</published><updated>2007-07-20T21:54:17.695-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manipilação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poder'/><title type='text'>Vamos nos comunicar...</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Escrevi este texto como um trabalho para a faculdade! Fala sobre algo presente em quase todos os momentos de nossa vida, a comunicação!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;O Poder da Comunicação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#99ffff;"&gt;A comunicação é um veneno ou um antídoto para a sociedade?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O ser humano é o que é hoje devido à capacidade de se comunicar. Desde gestos, sinais, símbolos, escrita, fala e etc. Mas hoje o que nos levou tão longe pode estar regredindo nosso modo de agir e pensar. A comunicação esta se tornando o veneno da sociedade. Não temos como fugir. Estamos cercados por milhares de informações, e são elas que constroem ou destroem nossa realidade.&lt;br /&gt;Quando mal usada a comunicação pode trazer danos irreparáveis, e que poderão ser sentidos não só daqui a anos, mas em toda nossa história. Os meios de comunicação têm o poder de construir ou denegrir uma imagem. Hoje perdemos mais tempo vendo um programa televisivo qualquer do que lendo um livro. Perdemos mais tempo vendo e ouvindo do que falando e expressando nossas opiniões.&lt;br /&gt;A comunicação hoje é praticamente uma no mundo todo. As formas de se vender um produto ou de se levar uma noticia a lugares bem distintos em pouco se difere. E o ser humano, que é totalmente influenciado pelo que vê e ouve, esquece a sua própria cultura e costumes, se deixando levar pelo que lhe empurram em seu aparelho de TV, rádio ou jornal. Com isso quem domina a comunicação acaba tendo o poder. E não é um poder qualquer, mas sim o de influenciar a opinião de nações que nem fazem parte do continente do emissor da informação. Tornando os costumes de quem domina a comunicação corretos, enquanto os costumes do receptor tornam-se inadequados. E neste simples ato de informar, séculos de cultura e costumes são desvalorizados por que determinado canal de informação diz o que é certo e errado. Isso tudo é de total responsabilidade do comunicador, que tem em mãos o poder de influenciar a opinião das pessoas e de ajudar na formação de identidades.&lt;br /&gt;Em nossa nação somos totalmente influenciáveis. O que vemos em novelas, séries e programas nos traz desejo e a falsa sensação de que precisamos do que vemos. Quem detém o poder da comunicação detém muitas vezes, o poder da vida e da morte. Um bom exemplo ocorreu quando a conhecida empresa de produtos alimentícios Nestlé lançou um tipo de leite em pó que substituía o leite materno. A empresa chegou a distribuir amostras grátis em países subdesenvolvidos como forma de propaganda. As mães experimentaram e substituíram o leite natural pelo artificial da gigante empresa. Quando a Nestlé começou a cobrar pelo leite, as mães não puderam pagar pela quantidade necessária devido ao valor elevado do produto. Elas não tinham o necessário do leite industrializado, e também já não produziam o leite materno para alimentar seus filhos. Isso causou milhões de mortes de crianças pelo simples fato de se querer vender um produto. Não que tenha havido má fé da empresa, mas no mínimo um grave equívoco no planejamento da propaganda.&lt;br /&gt;O real veneno da comunicação é quando ela é manipulada conscientemente pelo comunicador. Acostumamos-nos tanto com as informações diárias, dando tanta credibilidade a certos canais de comunicação que o que nos é passado por eles torna-se a verdade absoluta. Se um fato é noticiado ele é verdade, é real. Mas se o fato deixa de ser noticiado, simplesmente deixa de existir. Quem detém a informação pode muito bem, por interesse próprio omitir ou simplesmente camuflar fatos. Casos mais graves são quando gigantes detentores do poder da comunicação nos informam fatos ocorridos em países distantes. Muitas vezes esses canais de informação usam esse poder para denegrir a imagem de nações inteiras. Mesmo que os fatos sejam bem derivados, o que nos é passado muitas vezes é a violência ou os problemas sociais de lá. A opinião pública aí é mais uma vez manipulada. E se uma invasão ao país em questão é planejada por um governo “bom” e com interesses políticos ou financeiros escondidos pela boa intenção falsa, a invasão é apoiada pelo público.&lt;br /&gt;É triste vermos que o conhecimento está sendo substituído por informações mastigadas e que não nos dão vontade e nem chance de pensar. Vemos que um apresentador de TV tem mais influência na opinião pública que um pesquisador renomado. Vemos que na política, na maioria das vezes quem se vende melhor é eleito, e quem tem o melhor plano de governo não. Isso por que criamos uma ilusão de que quem aparece nos meios de comunicação faz parte de nossas vidas, e por isso merece credibilidade. E quem não faz parte do circo da informação para nós é um desconhecido, e não merecedor de nosso voto. A televisão está tomando o lugar da família e da cultura. O computador tornando diálogos em coisas artificiais e abreviadas. O homem desenvolve a visão e a audição, mas se esquece da fala, de se comunicar, e consecutivamente do mais importante, de pensar.&lt;br /&gt;Como tudo o que existe, a comunicação também pode ser usada para o mal e para o bem. Depende do órgão emissor da informação e também do comunicador. Mas também depende de nós sabermos distinguir o que é nocivo ou não. Depende de nós impedirmos que esse cavalo de tróia invada os muros de nossa opinião. Saber se comunicar e pensar é o inicio para sabermos filtrar bem tudo o que nos é informado.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4932311609355936302-228147661583686258?l=ocachorrovoador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/feeds/228147661583686258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4932311609355936302&amp;postID=228147661583686258&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/228147661583686258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/228147661583686258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/2007/07/vamos-nos-comunicar.html' title='Vamos nos comunicar...'/><author><name>Ricardo Romeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18163688137691357116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4932311609355936302.post-2680821073029695788</id><published>2007-07-20T21:23:00.000-07:00</published><updated>2007-07-21T20:34:10.888-07:00</updated><title type='text'>Texto com açucar...</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Eu sei que coloco críticas, contos, textos, e até poemas bem deprimentes. Mas também sei escrever textos açucarados! Não sou tão bom assim neste tipo de texto, mas escrevi um sobre algo que acho de suma importância para qualquer um, a amizade&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Relato Sobre Percepções!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Um dia uma pessoa disse que era minha amiga. Ela agia como minha amiga, e estava sempre ao meu lado. Quando eu chorava seu ombro estava sempre pronto a me apoiar. Quando me caluniavam, e eu não estava presente, era a minha defensora. Quando eu estava feliz, sempre me ajudava a continuar, e quando eu estava triste chorava junto comigo.&lt;br /&gt;Porém certo dia essa pessoa me magoou muito, me decepcionou. Cometeu um erro muito grande, e por isso decidi me afastar. Afinal, ninguém que dizia ser minha amiga podia cometer tal erro. Ouvi seus pedidos de perdão e desculpa com certa arrogância. Eu era o certo, e ela a errada. Me mantive firme e não a perdoei. Por me ver decepcionado, não queria mais vê-la.&lt;br /&gt;Por algum tempo não senti falta. Conheci pessoas novas, mas que não me conheciam. Conversava com pessoas que me ouviam, mas não me entendiam. Não havia os olhares que diziam tanto. Não havia a cumplicidade. As gargalhadas, os conselhos, os sermões. Tentei me aproximar de muitas destas pessoas. Mas nenhuma se abria realmente como eu estava pronto. A verdade era que nenhuma delas tinha tanto a ver comigo como aquela pessoa que cometera um erro apenas, em todos os anos que eu a conhecia.&lt;br /&gt;Me sentia vazio, mas não dei o braço a torcer. Quem havia cometido o erro afinal? Não havia sido eu! E com o tempo, meu orgulho virou solidão. Com o tempo, minha altivez virou depressão. Sem aquela pessoa que se dizia minha amiga me tornei pobre e sem graça. Virei um quadro que perdeu as cores com o passar dos anos. Meu sorriso era forçado. Meus amigos não eram amigos, eram somente colegas. Pessoas que mesmo que eu não quisesse, eram descartáveis. E isso por livre escolha delas. Quem eu era sem a amizade daquela pessoa? Era um espelho sem nada para refletir. E mesmo com tanta dor e solidão, permaneci impassível. Sobreviveria. A única coisa que eu não sabia era que podia até sobreviver, mas sem aquela pessoa, eu não mais viveria.&lt;br /&gt;Um dia, eu e aquela pessoa que se dizia minha amiga nos encontramos por acaso. Mesmo tendo ficado tanto tempo longe, a primeira coisa que fez foi me pedir perdão. Disse o quanto sentia falta da minha amizade. O quanto se arrependia do tal erro. O quanto sofrera por saber que tinha me decepcionado. Disse que não queria ter mentido. Que nunca quis me enganar e nem magoar. E eu ainda com o nariz alto, ignorava suas lágrimas.&lt;br /&gt;Fora uma mentira que nos fez se afastar. Ela havia sido convidada para uma festa e eu não, mas não me contou. Quando eu vi o envelope escondido na gaveta, fiquei cego. Era festa de aniversário de uma colega de trabalho. Esbravejei, xinguei, humilhei. Não quis ouvir explicação, e não quis mais vê-la. Mas o tempo é sábio, e nos amolece. E neste dia eu ouvi. Ouvi que realmente havia sido convidada para a festa. Ouvi que realmente não me disse. Ouvi o quanto foi dolorido fazer algo que eu tanto detestava. E então, ouvi que mesmo recebendo o convite não compareceu a festa. Ouvi já com os olhos rasos que não me disse nada para que não me magoasse. Sabia o quanto eu ficaria chateado se soubesse que não me queriam em uma comemoração. E já muito arrependido ouvi que não fora a festa por não achar justo. Preferiu ignorar o convite recebido a ir a uma festa em que não me queriam.&lt;br /&gt;Percebi como a mentira se tornara irrelevante naquele instante. Como eu havia sido injusto. Me senti num destes filmes americanos, em que só no final o mocinho percebe o erro que cometeu ao não ouvir toda a história. Como me odiei ao perceber que havia ignorado um passado de sinceridade por uma mentira ridícula. Neste dia percebi que ser amigo é também perdoar. É se colocar no lugar da outra pessoa. É entender que erros todos cometem. Até mesmo aquela pessoa que você tem como a irmã que você escolheu. Afinal de contas, também erramos. Estamos sujeitos as mesmas fraquezas. Não procuramos pessoas perfeitas para serem nossas amigas, mas sim pessoas que tem o que não temos. Pessoas que são ao mesmo tempo iguais e muito diferentes. E não somos amigos para julgar, mas sim para aceitar. Compartilhar dos erros e acertos do outro. Aconselhar, e muitas vezes sermos cúmplices. Não! Não é errado cometer erros! Errado e não acertar nunca. Errar é como o ditado já decorado, humano. E é o que todos somos. Lembrei das vezes esta pessoa dizia o quanto era minha amiga. Da sinceridade em sua voz. E lembrei de algo que foi como um soco no estômago; eu nunca eu havia dito o quanto era amigo dela. A abracei em silêncio e choramos juntos. Soluçamos juntos. Rimos juntos, enxugando nossas lágrimas.&lt;br /&gt;Mesmo assim, você deve estar se perguntando se cheguei a perdoar esta pessoa. Mas digo com imensa alegria que eu não a perdoei. Não me permiti isso. Naquele dia, em que percebi tanta coisa, quem pediu perdão fui eu.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4932311609355936302-2680821073029695788?l=ocachorrovoador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/feeds/2680821073029695788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4932311609355936302&amp;postID=2680821073029695788&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/2680821073029695788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/2680821073029695788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/2007/07/texto-com-aucar.html' title='Texto com açucar...'/><author><name>Ricardo Romeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18163688137691357116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4932311609355936302.post-6056891541533411309</id><published>2007-06-27T20:29:00.000-07:00</published><updated>2007-07-23T18:36:52.092-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='canalha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cezar'/><title type='text'>Um Conto da Carrocinha...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Agora sim configurado! Aí vai um conto do Nosso Amigo Cezar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Estou escrevendo outro, e logo posto aqui!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#33ffff;"&gt;Nosso Amigo Cezar!:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;Um Bom Canalha!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Impossível entender as mulheres? Com certeza! Adoram se fazer de vitimas, mas na verdade, nós homens somos sua caça. Ficamos acuados, e quando tentamos agir certo, somos pegos por suas garras. Nada contra elas, nada mesmo. Mas com tempo percebi uma coisa: elas odeiam perder. No fundo da alma, elas odeiam. As vezes nem sabem disso, mas pressentem que vão perder. Agem por impulso, mas lutam até o fim para perder. No fim de tudo, quem perde são os homens. Vou falar um pouco sobre o Cezar. Um cara legal e que sem querer (Tá bom, quase) se meteu em uma boa confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito que ele não conseguia uma namorada. Estava a mais ou menos dois anos e meio solteiro por opção (delas). De vez em quando encontrava alguém para sair. E deste encontro rolava uns beijos, um carinhos. O problema é que não passava disso. Elas por incrível que pareça fugiam dele, que permanecia solteiro.&lt;br /&gt;Foi quando, através de uma amiga ele conheceu Carla. E através de uma outra amiga conheceu Lídia. Ambas bonitas, meigas, carinhosas. Marcou de sair com as duas (não pense mal do cara, ele era solteiro), uma na sexta e outra no domingo (no sábado decidiu descansar).&lt;br /&gt;Na sexta se encontrou com Carla. Pegaram um cinema, no cinema rolou o primeiro beijo. Bom beijo — pensou Cezar. Bom beijo — pensou Carla.&lt;br /&gt;Saíram do cinema e foram embora. No caminho os dois conversavam e ela perguntou:&lt;br /&gt;— E a sua ex? Conversa ainda com ela?&lt;br /&gt;Medindo as palavras ele respondeu:&lt;br /&gt;— De vez em quando.&lt;br /&gt;— Ainda gosta dela? — perguntou Carla fingindo desdém.&lt;br /&gt;— Não. Já se passaram mais de dois anos. Já passou. — disse Cezar inteligentemente.&lt;br /&gt;— Hum. Namoraram quanto tempo? — nesta hora o desdém já conflitava com o interesse claro.&lt;br /&gt;— 5 anos. — pensava bem antes de responder, mas não tinha como mentir.&lt;br /&gt;— É bastante tempo para se esquecer facilmente.&lt;br /&gt;— Mas não foi fácil. Passei quase dois anos gostando dela ainda. Mas agora já é passado. — a verdade era que nada tinha passado, mas pensava que a única forma de esquecer realmente sua ex era com outra pessoa.&lt;br /&gt;— Que bom. — disse ela sorrindo.&lt;br /&gt;— Realmente. — disse ele também sorrindo.&lt;br /&gt;O encontro no geral foi bom. Ela beijava bem (o que já era de extrema importância), era bonita (de maior importância ainda) e pareceu interessada na vida dele (o que já era preocupante). Cezar já tinha seus 24 anos, não era feio, mas também não era nenhum galã. Tinha estatura mediana, e quando se arrumava até chamava atenção. O problema era que a sombra de sua ex o perseguira durante os últimos anos. E sempre que falava nela com alguma garota, consecutivamente focava só. Por isso agora media bem as palavras para falar dela. Mas no geral, Carla ficou acima da média (média dele, diga-se de passagem).&lt;br /&gt;Chegou o domingo e era a vez de Lídia. Cezar não era nenhum “galinha”. Na verdade passava bem longe disso. O que aconteceu foi sorte (ou não) de aparecerem duas garotas ao mesmo tempo. Ele não se sentia culpado, nem tinha por que (pensava ele), afinal, não namorava nenhuma das duas, eram apenas encontros, nada sério.&lt;br /&gt;Ele conhecia Lídia apenas por foto, a achara bonita, mas não tanto quanto Carla. Ela chegou 15 minutos atrasada (o que se tratando de uma mulher, podia-se dizer que fora pontualidade), e quando Cezar a viu percebeu como as fotos podiam enganar. Ela era magra, tinha cabelos lisos e um pouco ruivos (certamente pintados) e nitidamente via-se que era uma mulher vaidosa (15 minutos de atraso fora mais pontualidade ainda neste caso) e muito (mas muito mesmo) mais bonita que na foto. Cezar soube então que seria um ótimo domingo também que mudara de idéia: Lídia era bem mais bonita do que Carla.&lt;br /&gt;O combinado era o cinema (criatividade para encontros nunca foi seu forte), compraram o ingresso, entraram na sala e depois de pouca conversa (o filme já havia começado) o primeiro beijo aconteceu. E pode-se dizer que fora mágico, daqueles em que tudo se encaixa, desde as línguas até a saliva que fica em seu devido lugar. Ótimo beijo. — pensou ele. Bom perfume — pensou ela. O cheiro dela, o jeito dela, a voz dela, tudo deixava Cezar extasiado. Foi muito bom. Um encontro perfeito.&lt;br /&gt;Na volta também conversaram um pouco.&lt;br /&gt;— Você gosta de que tipo de musica? — perguntou Cezar. Sempre acreditou que o tipo de musica que a pessoa ouve diz muito sobre a sua personalidade.&lt;br /&gt;Samba: Pessoa que valoriza a cultura nacional e suor.&lt;br /&gt;Pagode: Pessoa que valoriza a dor de cotovelo, o traseiro dentes contrastantes com a cor da pele.&lt;br /&gt;Axé: Pessoa que também valoriza o suor e bundas.&lt;br /&gt;Sertanejo: Valoriza o sertanejo, a musica raiz e a dor de corno.&lt;br /&gt;Diversos: Pessoa que valoriza a diversidade e que não tem personalidade.&lt;br /&gt;Rock e afins: Por ser o tipo de musica que Cezar ouvia, são pessoa de grande valor, com consciência política, que sabem conversar, inteligentes, cultas, de futuro...&lt;br /&gt;— Rock. Mas ouço outro tipo caso esteja em uma festa. — respondeu Lígia.&lt;br /&gt;Ponto! — pensou Cezar.&lt;br /&gt;— Gosta de sair para dançar? Balada?&lt;br /&gt;— Na verdade não. A não ser que seja para ir a um show de rock.&lt;br /&gt;Ponto!&lt;br /&gt;— Gostou da tarde?&lt;br /&gt;— Adorei. — e beijou-o.&lt;br /&gt;Ponto!&lt;br /&gt;— E vamos repetir? — tudo bem, ele já estava começando a agir como mulher.&lt;br /&gt;— Vamos sim!&lt;br /&gt;E ponto mais uma vez!&lt;br /&gt;Ao deixá-la perto de casa saiu caminhando em direção ao ponto de ônibus e lembrou-se que não tinha convidado Carla para sair novamente. Mas tudo bem, pois pelo menos com Lídia iria sair outra vez. Mesmo não tendo certeza de que Lídia iria querer namorar se enchia de esperança. Ela era perfeita.&lt;br /&gt;Durante a semana Cezar ligou para Lídia e marcaram de se encontrar novamente no domingo. Tudo corria muito bem. Então na quinta-feira, Julio que era um grande amigo seu (e namorado da amiga da Carla) ligou no seu celular.&lt;br /&gt;— E aí cara! — disse Cezar.&lt;br /&gt;— Fala! Como anda a vida?&lt;br /&gt;— Bem. Trabalho, faculdade, trabalho de novo!&lt;br /&gt;— Sei. Cara, eu posso te fazer uma pergunta?&lt;br /&gt;— Pode. — respondeu Cezar meio desconfiado.&lt;br /&gt;— Você saiu com a Carla na sexta não saiu?&lt;br /&gt;— Ahãm!&lt;br /&gt;— A Cíntia falou comigo. Mas cara, você sempre reclama que quer namorar e tal. E quando sai com uma mina legal fica falando da sua ex!&lt;br /&gt;— Eu o que?! Eu não fiquei falando da minha ex! — estava começando a ficar irritado.&lt;br /&gt;— Pelo que a Cíntia disse, a Carla ficou chateada com você. Você fica com a mina e depois fica falando da sua ex. Ela ta afim mesmo de você. Esta até pensando em namorar.&lt;br /&gt;— Essa Carla é louca! Ela que perguntou sobre minha ex! Eu só falei por que ela perguntou! — agora estava realmente irritado.&lt;br /&gt;— Então eu não sei. Foi a Cíntia que me disse.&lt;br /&gt;— Doida! Doida essa Carla! Me pergunta as coisas e depois reclama das respostas.&lt;br /&gt;— Tudo bem! Calma! Eu só queria saber. — fez uma pausa estratégica — Vamos fazer algo este domingo?&lt;br /&gt;— Não posso. — respondeu Cezar curto.&lt;br /&gt;— Por quê?&lt;br /&gt;— Por que não!&lt;br /&gt;— Vamos fazer um som? Ou jogar uma bola? Vamos aí!&lt;br /&gt;— Não Julio! Já disse que não posso! — não queria falar de Lídia, mas também não queria mentir.&lt;br /&gt;— É alguma outra garota?&lt;br /&gt;— O quê? — responder perguntas para quais não tinha respostas com “o que” sempre dava tempo para Cezar pensar.&lt;br /&gt;— Não me enrola cara! É outra mina?&lt;br /&gt;— Vou passar pelo túnel agora! Depois te ligo. — foi a única coisa que conseguiu pensar.&lt;br /&gt;— Que túnel! Você nem esta no metrô! Não me enro...&lt;br /&gt;Cezar desligou a ligação e em seguida o celular. Não teve tempo de pensar muito.&lt;br /&gt;Não gostava nem um pouco quando se metiam na sua vida. E principalmente quando inventavam histórias sobre ela. Já estava com o problema de ter gostado tanto de Lídia e não saber se ela iria querer namorar. Ainda tinha que se preocupar com Carla que queria namorar, mas que ele não tinha gostado tanto. O que fazer? Como agir? Não queria chatear Carla, e não queria se afastar de Lídia. Estava realmente confuso. Odiava-se por isso, pois duvidas dessas eram típicas de mulheres, não de homens. Homens escolheriam uma e deixariam a outra sofrendo. Se bem que ultimamente os papeis haviam se invertido, ou melhor, se igualado. As mulheres também estavam deixando os homens sofrendo. Mas Cezar não conseguia agir deste jeito. Não podia machucar Carla (mesmo que ela tivesse invertido toda a história (louca)). Mas espera um pouco! Era isso! A solução explodiu em sua mente. Sairia com Carla e falaria muito de sua ex. Diria que ainda não havia esquecido os 5 anos que passara com ela. Diria que ainda a amava (o que não seria difícil, já que era tudo verdade). Ligou imediatamente para Carla e marcou um encontro para a próxima quarta, depois do domingo que iria ver Lídia. Tudo se resolveria. Carla desencanaria dele e ele poderia ficar tranqüilo com Lídia. Sorriu feito um bobo andando na rua. Sentiu-se o maior e melhor canalha do mundo. Orgulhou-se de si mesmo por tamanha engenhosidade.&lt;br /&gt;O encontro com Lídia foi tão bom quanto o primeiro. Foram desta vez em um parque da cidade. Comeram cachorro-quente, viram os patos na lagoa, andaram de mãos dadas, se beijaram sentados na grama (tá bom, tá bom! Parei com os clichês). Ao fim da tarde, Cezar disse para Lídia:&lt;br /&gt;— Há muito não passo uma tarde tão boa com alguém. — seu sorriso era radiante e seus olhos brilhavam.&lt;br /&gt;— Eu também. — os olhos de Cezar brilharam mais ainda.&lt;br /&gt;— Eu acho que nos damos tão bem que poderíamos deixar tudo mais sério. — seu peito se encheu de esperança.&lt;br /&gt;— Como assim? — Lídia fez uma cara de quem não havia entendido (na verdade ela havia entendido, mas fingiu).&lt;br /&gt;— Quer namorar comigo? — os olhos de Cezar pediam amor, sua boca se moveu com leveza, seu coração parecia que ia saltar de seu peito...&lt;br /&gt;— Pode ser. — respondeu Lídia com certa indiferença.&lt;br /&gt;... Pode ser? Pode ser? Como assim “pode ser”? Não se aceita um pedido de namoro dizendo “pode ser”! Existe magia, romantismo, beleza, e não “pode ser”! Cezar pensou tudo isso em uma fração de segundo e disse:&lt;br /&gt;— Que bom.&lt;br /&gt;Quem sabe o “pode ser” na linguagem de Lídia queria dizer “claro”, “com certeza”, “era tudo que eu queria ouvir”, “se você não me pedisse, eu pediria a você”. Não entendia muito bem as mulheres. Começaram a namorar naquele domingo. Faltava agora afastar Carla.&lt;br /&gt;Chegou a quarta-feira e antes do cinema (eu já disse, ele não era muito criativo) Cezar levou Carla até a praça de alimentação do shopping para conversarem. Começou dizendo:&lt;br /&gt;— Passou bem a semana?&lt;br /&gt;— Muito bem. — respondeu ela com um sorriso enorme.&lt;br /&gt;— Conversei com a minha ex nesta semana pelo telefone. Ela estava triste com o namorado dela. — mentira dele. Mas como queria que isso fosse verdade.&lt;br /&gt;— Nossa.&lt;br /&gt;Percebeu com alegria que ele tinha feito uma careta ao responder. Percebeu que era a hora de atacar.&lt;br /&gt;— Sabe, me bateu uma esperança quando ela me disse que não estava bem no namoro. Acho que eu ainda não a esqueci. — fingiu descaradamente uma cara de tristeza. Orgulhou-se mais uma vez. Estava adorando ser canalha.&lt;br /&gt;— Sei. — a careta agora era mais evidente. Carla visivelmente não gostara do que havia ouvido.&lt;br /&gt;— Acho que no momento machucaria qualquer pessoa que se envolvesse comigo. Não adianta tentar me enganar, eu ainda a amo! — Foi o golpe de misericórdia. Sorria por dentro.&lt;br /&gt;Porém o que aconteceu a seguir deixou Cezar sem nenhuma reação. Carla agarrou-o e o beijou de uma forma diferente. Fantástico beijo — pensou ele. O beijo terminou e enquanto Cezar retomava o fôlego Carla disse:&lt;br /&gt;— Você é uma graça. Que bom que foi sincero. Vamos ter que resolver este problema.&lt;br /&gt;— Que problema?&lt;br /&gt;— Vou te ajudar a esquecer sua ex. Você precisa de uma pessoa carinhosa e que você possa gostar.&lt;br /&gt;— Hã? — Se dissesse tudo que pensou naquele momento ninguém entenderia nada mesmo.&lt;br /&gt;— Acredito que você não a ame mais, só esta acostumado a isso. Vamos namorar e te garanto que te faço esquecer ela.&lt;br /&gt;— Namorar? — ele estava enrascado.&lt;br /&gt;— Sim. Nos damos bem, e eu gosto muito de você. O que acha? — e beijou-o mais uma vez — Vamos namorar?&lt;br /&gt;Ele queria ter dito qualquer coisa. Estava sendo pedido em namoro por alguém que não queria magoar e não queria namorar. Odiou o que disse.&lt;br /&gt;— Pode ser. — e recebeu um abraço caloroso de Carla.&lt;br /&gt;Estava confuso, assustado, desapontado e ainda por cima com duas namoradas. Vai entender as mulheres. Agora ele era mais canalha do que nunca, mesmo sem querer ser. Tinha duas namoradas, sendo que há duas semanas atrás não tinha nenhuma. Sentiu uma tremenda dor de cabeça. Não tinha mais orgulho de si mesmo. Ser canalha? Não mesmo, não deu muito certo! E ainda se questionava: por que Lídia dissera “pode ser” quando ele a pediu em namoro? Tudo muito complicado.&lt;br /&gt;Vai entender as mulheres.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Em brave mais &lt;em&gt;Contos da Carrocinha!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4932311609355936302-6056891541533411309?l=ocachorrovoador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/feeds/6056891541533411309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4932311609355936302&amp;postID=6056891541533411309&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/6056891541533411309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/6056891541533411309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/2007/06/um-conto-da-carrocinha.html' title='Um Conto da Carrocinha...'/><author><name>Ricardo Romeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18163688137691357116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4932311609355936302.post-386527956259183922</id><published>2007-06-27T20:25:00.000-07:00</published><updated>2007-06-27T20:28:56.298-07:00</updated><title type='text'>Uma Crônica...</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Com essa crônica eu participei de um concurso na minha empresa, e admito não ganhei! A crônica vencedora era muito boa, mas não era social, era apenas algumas palavrinhas bonitinhas sobre o cotidiano (só um pouco de dor de cotovelo). Aí vai:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccffff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;É Piada!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Sempre me pergunto, onde foi parar a nossa dignidade? E a justiça, onde esta? Se um pai trabalha seis dias por semana para não faltar alimento em sua casa, sem obter sucesso; e um outro pai paga um a mais ao delegado para soltar seu filho da prisão; o que realmente é justo ou digno? Ou melhor, ainda existe dignidade e justiça? Nossa dignidade ainda existe sim! Mas, me permitam a correção, pois na verdade ela resiste! E mesmo que não a vendamos, ela nos é roubada todos os dias. Da mesma forma que a justiça também existe, porém é etiquetada a um preço bem longe de ser justo! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O que realmente é um crime: gastar milhões para produzir armas nucleares, enquanto milhões morrem de fome em paises distantes? Ou roubar alguém que tem de sobra para alimentar seu filho? Creio que os dois são crimes! E qual o peso de justiça que deve ser aplicado nos dois? O pai que rouba para alimentar o filho dificilmente não sofre as penas da Justiça, enquanto aqueles que gastam milhões em armas para matar agem dentro da lei (da justiça). É para rir não é mesmo? Agora imagine quantos choram por culpa desta piada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;É engraçado ver como assuntos tão sérios se tornaram algo tão banal, de um valor tão barato. Sim, nossa justiça e nossa dignidade hoje podem ser roubadas ou compradas (Sem nos consultarem). Vamos rir disto?! Vamos gargalhar desta piada de humor negro? Nossa sociedade hoje chora por piadas deste tipo! Enquanto muitos que dela fazem parte, riem! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4932311609355936302-386527956259183922?l=ocachorrovoador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/feeds/386527956259183922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4932311609355936302&amp;postID=386527956259183922&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/386527956259183922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/386527956259183922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/2007/06/uma-crnica.html' title='Uma Crônica...'/><author><name>Ricardo Romeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18163688137691357116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4932311609355936302.post-7258161248733763865</id><published>2007-06-27T20:15:00.000-07:00</published><updated>2007-06-27T20:25:02.842-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='passado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bons conselhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='felicidade'/><title type='text'>Um dos meus textos...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccffff;"&gt;Conselhos Para Viver Um Bom Passado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Hei! Te aconselho a não ler este texto. Pois esta não é uma receita de felicidade, minha intenção não é te fazer sorrir, não quero te ensinar a perdoar, não pretendo usar frases otimistas, e o pior, eu adoro me contradizer. Você vai perder seu tempo. Aliás, tudo que você já leu até agora neste texto era futuro quando você começou a lê-lo, e agora ou é passado ou presente! Então a escolha é sua, o tempo esta passando... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...E nossa imensa hipocrisia nos obriga a olhar para frente. Pois como todos dizem: O passado passou. Mas como buscar um futuro em um presente de desesperança. Perdemos tantas coisas no caminho. Perdemos muito de nosso caráter. Perdemos muito de nossa auto-estima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Perdemos amores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Perdemos amigos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A coragem que tínhamos, ficou pra trás. Ficou no passado que passou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;E lemos tantas mensagens de auto-ajuda, que só servem para mostrar como ser feliz é cada vez mais impossível. Pois querem nos ensinar a amar, em um mundo que ama o ódio. E querem nos ensinar a viver, em um mundo que morre a cada dia. E tentam nos mostrar como levantar, mas estamos em um buraco em que braço nenhum alcança o topo. Insistem em nos ensinar como tentar de novo. São todos viciados em tentar, falhar, tentar, falhar, tentar e falhar de novo. É a felicidade hipócrita de hoje em dia. Não se engane com belas frases, belos textos, pois todos eles foram escritos a base de muitas lágrimas, decepções e muita tristeza. Não se engane com este texto também, pois hoje não sou feliz, e não quero te mostrar um caminho para a felicidade. Quero te mostrar somente um pouco da realidade. Já fui muito feliz. No passado sim! Por isso não o ignoro, e muitas vezes, é nele que me refugio. Covarde eu? E você nunca fez isso? É aí que está nossa hipocrisia, em não admitir que muitas vezes o passado é o que nos faz bem. Não é a urgência muitas vezes sufocante do agora. Não é a esperança utópica do futuro. Muitas vezes o que nos faz felizes é a solidez do que já foi, existiu, aconteceu, e que nos fez imensamente felizes. Mas não pense que estou tentando te convencer a parar de viver, lutar, amar, tentar. Pois se você preferir isso, aí sim te dou um conselho: Pode morrer! Morrendo tudo acaba... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...para você. O mundo não vai parar; o mundo não vai chorar sua morte. Ele vai continuar girando, as pessoas se amando e se odiando. Casais se separando. Pessoas ganhando, pessoas perdendo. Pessoas existindo. Ou você acha que está aqui neste mundo só para sonhar, lutar, tentar, amar, sofrer, viver? Com toda certeza, nada disso vai acontecer se você não existir. E existir é ser real. É ser carne, osso, sangue, lágrimas, dor. Ou então, pode morrer. Pois quem não existe, não faz falta. A morte existencial é a mais vergonhosa de todas. Pois viver tendo a vida de um morto é irônico, é cômico, mas principalmente, é patético! Por isso, nunca deixo de olhar para frente. Mas também, não me esqueço de olhar para trás. Posso até tropeçar ao olhar para meu passado. Mas é nele que aprendo como me levantar, e é ele a maior prova de eu ao menos existi. Sabe essa dor que você sente no peito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Sabe esse desespero de não saber como você vai resolver seus problemas em um tempo cada vez mais escasso? Sabe essas decisões, que de tão complicadas, influenciam a vida de tantos ao seu redor, mas que você é obrigado a tomar? Tudo isso é a vida. E tudo isso é a morte. Tudo isso é amor, ódio, medo, dor, esperança e desilusão. É tudo existência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Então a única coisa que tento te falar (Não como um conselho, pois alguém infeliz não dá bons conselhos), simplesmente EXISTA! Não quero te alarmar, mas o futuro está totalmente fora de suas mãos. Não há nada que você possa controlar nele. E o presente é tão urgente, que você nem percebe, mas o agora mesmo, não é mais agora, é antes, e você está lendo este texto que em nada vai te ajudar. Mas o passado! Ah, esse sim não sai de seu lugar. E sempre que você precisar ele vai estar lá, sem te ignorar. Mesmo que você sempre faça isso a ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Então me contradizendo, aí vão alguns conselhos (Não tão bons) de alguém não muito feliz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Você vai perder amores. Mas nunca perca o amor. Você será derrotado muitas vezes. Mas você não pode deixar de lutar. Possivelmente com o tempo você vai ganhar alguns quilos, perder alguns quilos. Mas não altere sua auto-estima. Você ainda vai perder muito dinheiro. Mas mantenha sua honestidade. Pessoas inferiores vão te humilhar. Mas guarde em si o dom da dignidade. Mesmo sem escolha, você vai se afastar de alguns amigos. Mas pode ter certeza, outros virão. E pode saber, que se você escolher existir, você vai chorar muitas vezes, se machucar inúmeras vezes, suas escolhas irão magoar pessoas, muitos de seus erros não poderão ser corrigidos, muitos não irão te perdoar por isso, e você também não vai perdoar tanta gente. Mas se você escolher existir, nos raros momentos em que você for feliz, pode ter a certeza de que será uma felicidade real, que vai te ajudar a ver um pouco de luz no assustador futuro. Te fará sorrir verdadeiramente no presente, e servirá de refúgio quando tudo a sua volta estiver desabando. Quando sua existência parecer não ter sentido, aí você vai poder olhar para o passado e ter certeza ao dizer:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Eu fui feliz! Eu existi!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4932311609355936302-7258161248733763865?l=ocachorrovoador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/feeds/7258161248733763865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4932311609355936302&amp;postID=7258161248733763865&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/7258161248733763865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/7258161248733763865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/2007/06/um-dos-meus-textos.html' title='Um dos meus textos...'/><author><name>Ricardo Romeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18163688137691357116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4932311609355936302.post-668832346658496298</id><published>2007-06-27T19:33:00.000-07:00</published><updated>2007-10-26T21:05:09.379-07:00</updated><title type='text'>Para começar...</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Galera, agora é este meu BLOG! Saí daquela merda do Blogger e consegui enfim crir meu BLOG aqui no Blogspot! Mas não é para isso que vocês visitam meu BLOG (se é que alguém visita), mas vocês pasam por aqui para verem o que eu escrevi de novo! Pois sinto de desapontálos, pois vou postar primeiro tudo o que esta no meu antigo BLOG (nem quero lembrar). Então lá vai.&lt;br /&gt;A primeira postagem minha no meu falecido BLOG foi um poema meu que eu gosto muito:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Medíocre Poema&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há como morrer sem ter vivido?&lt;br /&gt;E angustiantemente perder o que nunca se teve?&lt;br /&gt;Há como viver quando já se tem morrido?&lt;br /&gt;E esperançosamente ter o que nunca foi seu?&lt;br /&gt;Perfume da alma&lt;br /&gt;Amor! Doce amor perdido e presente&lt;br /&gt;Loucura de alguém consciente&lt;br /&gt;Perder a alma às vezes não é nada&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;E eu hoje que nem fiz minha barba&lt;br /&gt;E eu hoje que esqueci a TV ligada&lt;br /&gt;E eu hoje que sonhei que não era nada&lt;br /&gt;Dos três acima, o sonho sempre é real&lt;br /&gt;Oh! Lua poética de noites de dor&lt;br /&gt;Oh! Quão patético sou ao falar do amor&lt;br /&gt;Oh! Que ridículo usar no mesmo poema&lt;br /&gt;A lua parada, a dor sentida e o amor como tema&lt;br /&gt;Acordem senhores da desgraça&lt;br /&gt;Arrumem seus ternos e votem nossas leis&lt;br /&gt;Política em meio à poesia&lt;br /&gt;Não quero que me entenda&lt;br /&gt;Sou tão louco quanto você&lt;br /&gt;E os loucos nunca se entendem&lt;br /&gt;Mas os loucos são os que mudam o mundo&lt;br /&gt;Os amantes são inúteis absortos em suas dores&lt;br /&gt;Sou louco e amante&lt;br /&gt;E no fim nada sou&lt;br /&gt;Escrevo tanto e nada falo&lt;br /&gt;E seu nome em mim esta gravado&lt;br /&gt;Momentos passados e relembrados&lt;br /&gt;Dor das dores que me fazem afago&lt;br /&gt;Ah! Rimas infames&lt;br /&gt;Meu choro explodiu como um derrame&lt;br /&gt;Acredite, não sou normal&lt;br /&gt;Mas sei andar na calçada e cantarolar chorando&lt;br /&gt;Escrevo e “desescrevo”&lt;br /&gt;Erro e nada conserto&lt;br /&gt;Crases, til e circunflexo&lt;br /&gt;E o português hoje não quer entrar em recesso&lt;br /&gt;Corrijam-me se estou errado&lt;br /&gt;Mas “eu te amo” na minha vida sempre estará no passado&lt;br /&gt;Perfume da alma (Mais uma vez repito)&lt;br /&gt;E nem sei o que é&lt;br /&gt;Loucura que me aflige&lt;br /&gt;Lucidez que ainda insiste&lt;br /&gt;Purifica-me com a dor&lt;br /&gt;E o ódio que em mim clamou&lt;br /&gt;Morreu por não ser socorrido&lt;br /&gt;Liberdade poética estende-se a quê?&lt;br /&gt;O sofrimento não pode ser bonito de se ler&lt;br /&gt;Pois as lágrimas que salgam meu paladar&lt;br /&gt;Não são as mesmas que você pode derramar&lt;br /&gt;Entendam-me por favor&lt;br /&gt;Tudo o que quero é falar de amor&lt;br /&gt;Sem regras e rimas&lt;br /&gt;Sem pontuações ou correções&lt;br /&gt;Sem lucidez ou loucura&lt;br /&gt;Sem compreensão ou discordância&lt;br /&gt;Sem sofrer&lt;br /&gt;Sem chorar&lt;br /&gt;Sem morrer&lt;br /&gt;Sem amar&lt;br /&gt;Me expulsando de mim mesmo nada ganho&lt;br /&gt;A não ser me ver como não espero&lt;br /&gt;De fora não me agrado&lt;br /&gt;E por dentro não me quero&lt;br /&gt;Deixem-me falar do amor que tenho&lt;br /&gt;Deixem-me falar do amor que não me quer&lt;br /&gt;Daquela bela moça que me arrebatou até o céu&lt;br /&gt;Daquela bela moça que me jogou no inferno&lt;br /&gt;Daquela que amo&lt;br /&gt;E que me odeio por tanto amar&lt;br /&gt;Que me corta ao meio saber que agora&lt;br /&gt;Está com outro alguém a guardá-la&lt;br /&gt;E no fim tudo perde o sentido&lt;br /&gt;E poema esta totalmente perdido&lt;br /&gt;Muitos desgostam de tamanha confusão&lt;br /&gt;E muitos gostam de me ver sem direção&lt;br /&gt;Rimas infames&lt;br /&gt;Poeta medíocre&lt;br /&gt;O amor como tema&lt;br /&gt;De mais um medíocre poema&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4932311609355936302-668832346658496298?l=ocachorrovoador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/feeds/668832346658496298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4932311609355936302&amp;postID=668832346658496298&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/668832346658496298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4932311609355936302/posts/default/668832346658496298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocachorrovoador.blogspot.com/2007/06/para-comear.html' title='Para começar...'/><author><name>Ricardo Romeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18163688137691357116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
